Nosso sócio apresentou a palestra “Do Consumo à Experiência”, sobre o futuro dos shopping centers, para alunos de Arquitetura e Urbanismo e Design de Interiores.
Na terça-feira, 29 de setembro, Andrés Vázquez, arquiteto e urbanista e sócio da FEU, deu a palestra “Do Consumo à Experiência: novos caminhos para projetar e reinventar shopping centers” na Estácio da Barra da Tijuca. O convite veio dos cursos de Arquitetura e Urbanismo e Design de Interiores. Até 2 de outubro, eles realizam a Semana Acadêmica Nacional de Economia Criativa.

Por que ainda vamos ao shopping?
Andrés começou com uma pergunta: se dá pra comprar quase tudo pela internet, por que as pessoas ainda vão ao shopping? Para responder, ele voltou ao modelo que dominou os shopping centers por décadas. Um prédio fechado, de costas para a rua, com uma loja grande em cada ponta e o carro como principal forma de chegar. Em seguida, mostrou shoppings na Síria, na Rússia, na Índia, no Japão e no Brasil que poderiam trocar de país sem ninguém perceber.
Para ele, comprar já não basta como motivo para sair de casa. Hoje, o que ainda leva gente ao shopping é o que não se faz pelo celular, como encontrar alguém ou sentar numa praça sem pressa. Por isso, Andrés defende shoppings mais abertos para a cidade, com praças no lugar de corredores. Além disso, gastronomia, lazer e cultura passam a ocupar o espaço que antes era da loja-âncora.
Para ilustrar essa mudança, ele trouxe dois exemplos de fora. O primeiro foi o Santa Monica Place, na Califórnia. Projetado por Frank Gehry, ele abriu em 1980 como shopping fechado e foi reaberto em 2010 sem cobertura, voltado para a rua. Já no Jewel Changi, em Singapura, projeto de Moshe Safdie, a principal atração é uma cascata.
Retrofits de shopping centers da FEU
Depois vieram os nossos projetos. Andrés apresentou os retrofits do New York City Center e do Barra Shopping, no Rio. Também mostrou os do Patio Savassi, em Belo Horizonte, e do Lar Center, em São Paulo. Completaram a lista o estudo para o Diamond Mall, o Park Jacarepaguá e a expansão do ParkShopping Brasília.

Andrés falou ainda do que complica esse trabalho na prática. Um dos desafios é fazer cada metro quadrado de praça se pagar. Além disso, é preciso atender à legislação de cada cidade e entender o que “aberto” significa no calor ou na chuva de cada região.
Por fim, a palestra voltou à pergunta do começo. A resposta do Andrés: ninguém sente pertencimento diante de uma página que carrega.
Agradecemos à Estácio pelo convite e aos alunos que estiveram lá.

